Festas, aperto de mãos e tapinhas nas costas

Está se aproximando a temporada de aperto de mãos e tapinhas nas costas, faltando pouco mais de UM ANO, época popularmente conhecida como pré-eleitoral. “Ilustres” políticos que durante 4 anos ficaram blindados em seus aconchegantes gabinetes, deixando suas vidas de lado para se dedicar aos cargos que os enchem de satisfação financeira, cercados de muita mordomia paga com o dinheiro público, começam a deixar seus casulos e sair às ruas em busca daqueles que os colocaram lá: o povo. Sim, essa figura chamada eleitor é muito importante e nesse período sai do anonimato para virar protagonista desta peça democrática chamada eleição.

É nessas horas que vemos pessoas mal humoradas, “rabugentas” e muitas vezes mal educadas se transformarem na essência da simpatia, da boa educação e da cortesia. As mãos, que durante 4 anos tiveram apenas a missão de assinar papéis e mais papéis – muitos deles em benefício próprio – passam a cumprimentar calorosamente o eleitor, que, na sua santa inocência, fica feliz da vida ao receber o abraço do seu candidato do coração, sem lembrar que tudo gira em torno de um cenário quase que cinematográfico para apenas se eleger, e em seguida esquecer o povo o que colocou no cargo.

O povo tem que saber que tem um grande poder nas mãos: o voto e precisa usar com sensatez e ética. O voto não é para ser usado como mercadoria, para ser trocado por uma pipa d’agua, dentaduras, por alguns reais, uma camiseta ou um emprego. Quem comercializa esse “poder democrático” chamado voto ajuda a eleger pessoas que – com raríssimas exceções – não vão trabalhar em favor da população.

O período eleitoral propriamente dito, é hora de cada cidadão analisar e avaliar os candidatos que mais uma vez querem o seu voto. É hora de diferenciar aqueles candidatos que só aparecem nessa época do ano para dar tapinhas nas costas e distribuir “sorrisinhos” amarelos daqueles que trabalham o ano inteiro, cumprimentam o povo e valorizam aqueles que os elegeram, não importa se é período de campanha ou não. Valorizar o voto é exercer a cidadania e fazer prevalecer a democracia, que tantos lutaram para que ela existisse neste país.

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